segunda-feira, 2 de maio de 2011

Assembleia quer ajudar ZPE do Sertão


A Assembleia Legislativa começa a debater instalação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Sertão. A audiência Pública é uma iniciativa do deputado George Soares (PR) que reune deputados, prefeitos, empresários, universidades e Receita Federal para integrar ações. “Estamos aqui para fortalecer um projeto de desenvolvimento para o interior do RN. Seriam mais de 50 mil empregos para a região. Esse é o papel da Assembleia, debater o futuro do Estado”, defendeu George Soares.
No primeiro momento o administrador da ZPE do Sertão, o inglês Brian Tipler, fez uma explanação das vantagens da instalação da zona na região. Ele também falou sobre os gargalos de infra-estrutura enfrentados hoje pelo Brasil e pelo Rio Grande do Norte, e por que a empresa escolheu o Estado para desenvolver o projeto. “O crescimento do Produto Interno Bruto vai acontecer de acordo com nosso investimento. O sertão é uma das regiões mais pobres das Americas, mas com potencial enorme. Acredito que a ZPE do Sertão é o catalisador de um desenvolvimento sustentável para o interior do Nordeste do Brasil. E olha que a lei de ZPE no Brasil é uma das piores do mundo.”
Quando perguntado sobre o que falta para o desenvolvimento da região, Brian Tipler, alerta para a dificuldade do Sertão escoar a produção. “O abacaxi do RN é um dos melhores do mundo, eu morei no Havai, sei do que falo. Mas precisamos entregar esse produto rapidamente. Porque o que falam lá fora é que nosso produto não é bom, porque não chega lá rapidamente”. Ele criticou a exclusão do RN da Transnordestina, mas disse que o setor privado vai fazer esta ligação. “Estamos em outro momento. Temos que forçar o processamento, não podemos mais vender matéria prima. A Alemanha é a maior exportadora de café do mundo, e não produz um grão, todo do Brasil”.
“Hoje o Brasil possui 22 ZPEs, sendo 20 administradas pelo governo e uma mista, que não atraem investidores. Eles querem segurança. E nós somos a única com administração privada, somos a segurança”. Brian Tipler alerta que os Estados Unidos da América têm mais de 250 ZPEs.

Assembleia debate assistência do Estado a familiares de pessoas com deficiência

A Assembleia Legislativa realiza nesta terça-feira, 03, às 9h30, audiência pública sobre o papel do Estado na Assistência às Famílias e às mães de pessoas com deficiência física, mental ou sensorial.  A iniciativa é da deputada Gesane Marinho (PMN).
Gesane disse que o objetivo é debater o suporte psicológico às mães e aos demais membros do núcleo familiar, no processo de adaptação à chegada de uma pessoa com deficiência e a flexibilização do regime de trabalho no serviço público. Também serão discutidos os Projetos de lei que contemplam o tema.
“Apesar de ser um desafio diário muito particular dessas mães, o Estado pode sim assisti-las”, argumenta a deputada.
O debate contará com representantes de Entidades voltadas ao apoio de familiares de pessoas com deficiência, como a Associação dos Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência, de Funcionários do Banco do Brasil (APABB) e a Associação dos Pais e Amigos dos Autistas do RN, além de representantes dos três poderes e outros especialistas. Mães, familiares e amigos de pessoas com deficiência também foram convidados.

Falta água para mais de 100 mil potiguares

Abrangência da Operação Carro Pipa demonstra deficiências do abastecimento no RN
Erta Souza // ertasouza.rn@dabr.com.br

A pesar de ter passado por um procedimento cirúrgico há apenas sete meses para implantação de duas válvulas no coração afetado por uma febre reumática, a funcionária pública Mônica Firme de Carvalho, 28 anos, não pode ter o repouso que deveria devido à falta de água que acomete a comunidade Jucuri, em Lagoa de Velhos, cidade distante cerca de 90 quilômetros de Natal.


Agricultor, Edmilson Barbosa conta que convive desde a infância com a falta de água em seu distrito Foto:Ana Amaral/DN/D.A Press
A deficiência no abastecimento do bem natural mais precioso para qualquer ser humano - especialmente para os nordestinos que enfrentam meses de estiagem -, se contrapõe ao verde exuberante das lavouras de milho e feijão, grãos bastante cultivados pelos agricultores no interior do Rio Grande do Norte no período chuvoso. Mesmo parecendo antagônico, é isso que ocorre em diversos municípios do estado: períodos de chuva e milhares de pessoas dependendo de carros-pipas para ter acesso à água.

Embora o RN esteja registrando em 2011 índices de intensidade pluviométrica satisfatórios, já que dezenas de reservatórios sangraram e outros se aproximam de sua capacidade máxima, mais de 100 mil pessoas dependem da Operação Pipa para ter acesso à água de boa qualidade. Somente no mês de março foram beneficiadas com a operação 113.851 pessoas, em 68 municípios do estado.

Mesmo beneficiando milhares de pessoas, a Operação Pipa foi suspensa no início de abril devido à falta de recursos. Portanto, a situação pode se complicar ainda mais para essa parcela da população norte-rio-grandense que depende dos carros-pipas. O coronel Francisco de Assis Xavier Reis, assessor parlamentar do Comando da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada, informou que esse tipo de paralisação é comum, especialmente em período de chuva. "O Exército só contrata os 'pipeiros' quando os recursos são liberados. Enquanto isso não acontece, a operação é suspensa", afirma.

Realizada numa parceria dos ministérios da Defesa e Integração Nacional, a Operação Pipa é executada pelo Exército. Para ser atendido pelos carros-pipas, os gestores dos municípios devem decretar estado de emergência - comprovando a deficiência de água ou perda de safra - e encaminhar documentação ao Ministério da Integração Nacional. Após a constatação da necessidade, o ministério autoriza o Exército a executar a operação. Uma equipe militar faz o levantamento dos recursos necessários e envia ao Ministério da Integração, para que as verbas sejam liberadas e os "pipeiros" - como são conhecidos os proprietários dos carros-pipas - contratados.

Mônica Firme de Carvalho, aquela que passou por uma cirurgia há sete meses, conta com a ajuda do filho Wesley Firme de Carvalho Gomes, 13 anos, para conseguir lavar a roupa dos quatro membros da família agachada na calçada de sua casa. "Ele me ajuda muito carregando água e também lavando algumas peças de roupa quando é necessário", conta. A funcionária conta que desde cedo ensinou aos filhos a importância de economizar água.

A situação da família de Mônica poderia ser amenizada se a adutora Monsenhor Expedito - que tem 339 quilômetros de extensão, atende 23cidades e 53 comunidades das regiões Agreste, Trairi e Potengi - funcionasse bem. Entretanto, o mais comum na comunidade Jucuri é faltar d´água. Por isso, a necessidade dos carros-pipas. A funcionária pública garantiu que ficou três meses sem água da adutora e que o problema é corriqueiro. "O anormal aqui é ter água vinda dessa adutora. Contamos mesmo com a água do carro-pipa para beber e cozinhar", diz.

Embora tenha apenas 21 anos, o agricultor Edmilson Barros da Silva diz que desde criança convive com a ausência de água na cisterna de sua casa, mas a família não está inclusa na Operação Pipa porque a tubulação da adutora Monsenhor Expedito passa próximo à residência. Mesmo no período de chuva, ele afirma que é necessário abastecer a casa com água da Estação de Bombeamento 12 da Adutora Monsenhor Expedito. "Ainda bem que podemos abastecer nossos reservatórios dessa estação porque a falta de água aqui é constante", declara o agricultor que afirma levar água para dividir com alguns vizinhos.

Entrevista Robinson Faria



"Rosalba vai conduzir as eleições municipais"
Futuro comandante do PSD no Rio Grande do Norte, o vice-governador Robinson Faria (ainda no PMN) declarou, em entrevista a O Poti/Diário de Natal, que a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) será a responsável pela condução do processo de escolha do candidato que representará o governo na disputa pela prefeitura de Natal, em 2012. Ele disse que o PSD possui os nomes do deputado federal Fábio Faria e da deputada estadual Gesane Marinho para serem avaliados. Afirmou também que não pretende disputar o cargo. E enfatizou que não é aliado, nem tem compromisso com a prefeita de Natal, Micarla de Sousa (PV). Prestes a comandar uma das legendas de grande força no Brasil, Robinson comentou o surgimento do PSD no Rio Grande do Norte, a receptividade de Rosalba ao novo partido, a relação com Agripino, o início do governo do DEM e o desafio de assumir pela primeira vez uma função no Executivo. Confira a entrevista:

O PSD já está na rua pra valer? Qual a avaliação que o senhor faz do lançamento do partido?
O PSD nasceu forte no Rio Grande do Norte, já com a maior bancada da Assembleia Legislativa, com a confirmação da vinda do deputado Vivaldo Costa (PR) e do deputado José Dias (PMDB), além de Ricardo Motta (PMN), Gesane Marinho (PMN), Raimundo Fernandes (PMN) e outros que estão iniciando uma conversa conosco, que ainda não podemos anunciar. A expectativa que as lideranças estão demonstrando no interior em relação ao PSD também evidencia que o partido nasce forte no nosso estado. Em nível de Assembleia e em nível de município. Isso motiva muito esse momento que estamos vivendo, essa espontaneidade com que as lideranças estão se identificando com o projeto do PSD no Rio Grande do Norte.

O PSD no Rio Grande do Norte começa de uma forma parecida com a que começou o PMN, com a maior bancada da Assembleia e forte presença no interior. Mas qual a diferença na prática de estar no PMN para fazer parte do PSD?
São momentos distintos. O PMN foi no momento em que eu estava vivendo no governo e houve um rompimento entre o senador José Agripino (DEM) e a então governadora Wilma de Faria (PSB). Nosso grupo estava bem no governo e não tinha, naquela ocasião nenhum motivo para romper. Então o PMN veio em um momento de conflito. O PSD, embora existam algumas coisas que coincidam, surgiu de uma espontaneidade, de uma consulta ao grupo de Robinson no Rio Grande do Norte, daí surgiu o convite. Foi uma coisa inesperada. Nós não fomos atrás. Fomos provocados. Daí começamos a estudar a ideia. Ouvimos nossos deputados e achamos que o PSD era um partido novo, começando praticamente do zero, e tivemos motivação para entrar nesse projeto. Daí a distinção entre o PMN e o PSD.

Em nível nacional, o PSD surge sem uma identidade, como um partido formado por dissidentes de vários grupos políticos. No Rio Grande do Norte, qual será o perfil da legenda?
O PSD tem o vice-governador, que é alinhado à governadora Rosalba Ciarlini. O PSD do Rio Grande do Nortenão nasce como um ato de rebeldia. Muito pelo contrário. Surge totalmente sintonizado com o projeto político da governadora Rosalba Ciarlini, a caminhada política dela. Seremos parceiros incondicionais dela. A governadora contará com nosso apoio na Assembleia Legislativa. Todos os deputados que estão hoje indo para o PSD votaram nela. Então, o partido no estado tem identidade com Rosalba e com Robinson. Temos uma identidade muito clara. Não haverá divergências no partido. Em nível nacional, o PMN já apoiava a presidente Dilma Rousseff (PT). Eu a apoiei em 2010. O PSD também está na base aliada. Então estamos mantendo a nossa coerência.

Não é uma incoerência o partido apoiar o PT em nível nacional e o DEM em nível local?
Não. Quando eu fui apoiar Rosalba, já apoiava Dilma. Eu não sou do DEM. Seu fosse, seria contradição. Eu já me elegi junto com Rosalba apoiando Dilma.

Como sua ida para o PSD foi conversada com Rosalba, tendo em vista que o partido surgiu nacionalmente para enfraquecer a legenda dela?
O PSDnão foi criado para enfraquecer o DEM. Houve a coincidência de Gilberto Kassab pertencer ao DEM. Há uma certa polêmica porque em nível nacional o PSD aparece como contraponto ao DEM. Mas vamos avaliar o Rio Grande do Norte. Aqui, será se fundamental importância para o fortalecimento das bases políticas da governadora Rosalba Ciarlini.

Uma das metas do PSD era filiar os dois governadores do DEM, Raimundo Colombo (SC) e Rosalba Ciarlini (RN). O senhor chegou a convidar Rosalba para integrar a nova legenda?
Nunca conversei com ela sobre isso. Rosalba respeita o PSD. Antes de eu tomar a decisão. Antes de conversar com Gilberto Kassab, eu fui à casa dela e conversei com ela e seu marido. Lógico que não foi eles que tiveram a ideia de que eu fosse para o PSD. Mas eu argumentei que seria muito importante para o nosso grupo em 2014, o fortalecimento, a partir de agora, do PSD. Eu, por exemplo, ajudei muito no fortalecimento do PP. Fui delegado pelo partido nacional para fortalecê-lo. Depois eu perdi o comando do PP. Hoje, eu posso unificar todo esse grupo no PSD. Isso é muito bom para Rosalba. Vamos unificar lideranças do PP, PTB e PMN do nosso grupo no PSD.

Vai alguém do DEM?
Não. Não estamos dialogando com ninguém do DEM.

E como ficou sua relação com o senador José Agripino?
De minha parte, continua ótima. José Agripino é um amigo meu. Eu entendo a sua preocupação. Ele é presidente do DEM. Mas ele tem que compreender o sentimento meu e de Rosalba. Tem que ser cooperativo. Agripino tem o mandato de senador de oito anos. Tanto ele quanto Garibaldi Filho (PMDB). Eles foram eleitos nesse palanque com Rosalba. Daqui a quatro anos, quem vai para a campanha de novo, para o vestibular das urnas, é Rosalba e Robinson. Agripino e Garibaldi já estão com mandatos garantidos. Daí minha preocupação e de Rosalba para promover o fortalecimento das nossas bases políticas.

O PSD potiguar vai servir também para aproximar Rosalba Ciarlini do governo federal?
Rosalba Ciarlini já está com excelente relação com o governo federal, pela sua importância como governadora e sua habilidade. Pelo seu espírito público e sua vocação natural, ela já está bem sintonizada com a presidente Dilma Rousseff. Mas, sem querer ser pretensioso, o PSD será um braço que também poderá dar uma ajuda.

O senhor fala muito nas eleições de 2014. Mas como o PSD está se preparando para as eleições municipais de 2012?
Em Natal, o partido tem quadros bons. O deputado federal Fábio Faria e a deputada estadual Gesane Marinho possuem boa votação na capital. Mas isso não significa que o PSD esteja lançando candidato a prefeito de Natal. Vamos conversar com a governadora Rosalba, o senador José Agripino, o senador Garibaldi Alves Filho, o mesmo palanque de 2010, porque nós temos o mesmo grupo. Não mudou em nada. Pelo contrário, estamos fortalecendo esse grupo. A governadora Rosalba será a condutora desse processo.

E a aliança do seu grupo político com a prefeita Micarla de Sousa?
Meu compromisso é com Rosalba Ciarlini.

Mas ainda existe essa aliança?
Da parte do PSD, não temos nenhum compromisso com Micarla.

Então o PSD apoiará o candidato que Rosalba apoiar?
Nós conversaremos com ela. Apresentaremos nossas opiniões. Mas a governadora Rosalba com certeza será a condutora desse processo da sucessão municipal.

O senhor colocou os nomes de Fábio Faria e Gesane Marinho como possíveis candidatos a prefeitura de Natal. No entanto, o seu foi citado em pesquisas. O senhor pretende ser candidato a prefeito de Natal?
Meu pensamento não é esse. Não tenho nenhuma expectativa em relação a isso. Meu propósito é ajudar Rosalba a fazer um grande governo. O sucesso administrativo do governo será bom para Rosalba e para mim. Quero contribuir para uma gestão eficiente. Mas fico muito satisfeito de ter sido citado e aparecido, inclusive, em terceiro lugar em algumas sondagens.

O senhor tem falado bastante em fortalecer sua candidatura para 2014. Seu projeto para as próximas eleições estaduais é ser candidato ao Senado?
A candidatura de 2014 será definida em 2014. Primeiro, temos que cumprir o compromisso que temos com o povo. Depois, cuidar da parte política. Temos que alimentar, somar e agregar apoios. Não tenho desejo pessoal nesse momento. Meu compromisso é com o governo Rosalba.

Qual a avaliação que o senhor faz desses primeiros meses do governo Rosalba?
Apesar das dificuldades que são de conhecimento de todos, temos muito o que comemorar. Primeiro a conquista da Copa do Mundo. Depois com a ação corajosa, efetiva e de credibilidade com a qual Rosalba anunciou a Copa, que trará infinitos benefícios para o nosso estado. Isso se deve aos 100 dias do governo Rosalba. Podemos também observar uma recuperação muito rápida da educação. Toda a rede pública está em dia. Ela também tomou medidas moralizadoras, como o fim do regime especial de tributação. Vai gerar muita renda. Ela teve coragem de acabar com esses privilégios. Isso é uma demonstração de que ela não tem compromissos com grupos econômicos. Poderá chegar a R$ 500 milhões em receita em seis meses. O estado não pode abrir mão de receita para privilegiar grupos que não precisam. Foi uma medida muito corajosa. Rosalba também cortou os cargos comissionados em 30% e tem preparado o estado para o futuro.

O senhor tem o perfil legislativo. Agora, exerce um cargo no executivo. Como está sendo a experiência de secretário?
É uma mudança muito radical na minha vida. Era parlamentar. Fui presidente da Assembleia. Tive que conciliar as percepções dos parlamentares e as cobranças da população. Graças a Deus, consegui ser o presidente que resgatou a credibilidade e a confiança popular. Encontrei uma Assembleia convencional. Hoje, temos programas consagrados e inovadores. Mudei o perfil da Assembleia. Aqui vamos fazer a mesma coisa. Vamos aprender, ouvir e realizar. Topei o desafio e com o tempo irei mostrar as realizações. Apesar de ser um órgão muito técnico, pretendo implantar aqui um trabalho social. Fazer da água um meio de vida para o povo. Faremos um projeto chamado Irrigação Solidária, que está em estudo. Outra meta nossa é fazer o mapeamento digital detodas as barragens do Rio Grande do Norte.

O PSD surge muito próximo do PSB, nacionalmente. Como será aqui no Rio Grande do Norte?
Isso aí já foi desfeito. Foi cogitado no início haver uma fusão, mas o PSD veio tão forte, nasceu tão grande, já com 33 deputados federais, que a fusão se tornou desnecessária. Esse ponto foi descartado. Aliás, essa foi a primeira pergunta que eu fiz a Kassab. Se isso fosse ocorrer, eu não iria para o partido em hipótese nenhuma.

Então o senhor descarta uma aproximação com o PSB?

O PSB é nosso adversário no Rio Grande do Norte.

Antes de o senhor ser confirmado como secretário de Recursos Hídricos e Meio Ambiente, era esperado que a pasta escolhida fosse a Secretaria de Habitação e Asssistência Social (Sethas). Por que a opção pelo Meio Ambiente?
Foi um convite de Rosalba. Ela quis confiar a mim a secretaria e os órgãos ligados a ela, como a Caern e o Idema. Ainda não havia uma integração de gestão nessa área. Senti-me desafiado. Como ser político, eu tenho um perfil mais social. Talvez a Sethas tivesse mais o meu perfil. Mas gosto de desafios. Estou motivado a conhecer coisas novas. Estou motivado a estudar, a aprender e renovar minhas experiências. Por isso, aceitei o convite.

Então se o senhor tivesse a chance de optar teria escolhido a Sethas?
Não. Se eu tivesse pedido a Sethas, ela teria me atendido. Mas, no diálogo com ela, achei interessante a proposta e aceitei. Foi uma conversa agradável, de amigos, que terminou com esse entendimento.

O senhor tem o perfil legislativo. Agora, exerce um cargo no executivo. Como está sendo a experiência de secretário?
É uma mudança muito radical na minha vida. Era parlamentar. Fui presidente da Assembleia. Tive que conciliar as percepções dos parlamentares e as cobranças da população. Graças a Deus, consegui ser o presidente que resgatou a credibilidade e a confiança popular. Encontrei uma Assembleia convencional. Hoje, temos programas consagrados e inovadores. Mudei o perfil da Assembleia. Aqui vamos fazer a mesma coisa. Vamos aprender, ouvir e realizar. Topei o desafio e com o tempo irei mostrar as realizações. Apesar de ser um órgão muito técnico, pretendo implantar aqui um trabalho social. Fazer da água um meio de vida para o povo. Faremos um projeto chamado Irrigação Solidária, que está em estudo. Outra meta nossa é fazer o mapeamento digital de todas as barragens do Rio Grande do Norte.

O PSD surge muito próximo do PSB, nacionalmente.

Como será aqui no Rio Grande do Norte?
Isso aí já foi desfeito. Foi cogitado no início haver uma fusão, mas o PSD veio tão forte, nasceu tão grande, já com 33 deputados federais, que a fusão se tornou desnecessária. Esse ponto foi descartado. Aliás, essa foi a primeira pergunta que eu fiz a Kassab. Se isso fosse ocorrer, eu não iria para o partido em hipótese nenhuma.

Então o senhor descarta uma aproximação com o PSB?

O PSB é nosso adversário no Rio Grande do Norte.

Antes de o senhor ser confirmado como secretário de Recursos Hídricos e Meio Ambiente, era esperado que a pasta escolhida fosse a Secretaria de Habitação e Asssistência Social (Sethas). Por que a opção pelo Meio Ambiente?
Foi um convite de Rosalba. Ela quis confiar a mim a secretaria e os órgãos ligados a ela, como a Caern e o Idema. Ainda não havia uma integração de gestão nessa área. Senti-me desafiado. Como ser político, eu tenho um perfil mais social. Talvez a Sethas tivesse mais o meu perfil. Mas gosto de desafios. Estou motivado a conhecer coisas novas. Estou motivado a estudar, a aprender e renovar minhas experiências. Por isso, aceitei o convite.

Então se o senhor tivesse a chance de optar teria escolhido a Sethas?
Não. Se eu tivesse pedido a Sethas, ela teria me atendido. Mas, no diálogo com ela, achei interessante a proposta e aceitei. Foi uma conversa agradável, de amigos, que terminou com esse entendimento.

É uma mudança muito radical na minha vida. Era parlamentar. Fui presidente da Assembleia. Tive que conciliar as percepções dos parlamentares e as cobranças da população. Graças a Deus, consegui ser o presidente que resgatou a credibilidade e a confiança popular"

Foi cogitada uma fusão com o PSB, mas o PSD nasceu tão grande, que a fusão se tornou desnecessária. Foi descartado. Essa foi a primeira pergunta que eu fiz a Kassab. Se isso fosse ocorrer, eu não iria para o partido em hipótese nenhuma. O PSB é nosso adversário no RN"

Mais que qualificação, comportamento é diferencial



Com a mudança do mercado de trabalho, o perfil dos profissionais também é alterado. Segundo o diretor-presidente da K&M Consultoria e da Talentos & Oportunidades, Kelermane Martins, os empregadores não estão interessados apenas em pessoas tecnicamente preparadas. Hoje o mercado espera pessoas mais éticas, que transmitam confiança e que não precisem ser supervisionadas o tempo inteiro. Outro aspecto apontado como fundamental pelo consultor é o comportamento dos profissionais. "É preciso que ele saiba lidar com pessoas, com conflitos, que é inerente ao comportamento humano. Ele não pode ser um trator. Esse termo é muito usado no mundo organizacional, o profissional que dá resultados, mas deixa rastros. Existem funcionários de mão cheia, mas que destroem o clima dentro de uma empresa", afirmou.

De acordo com Kelermane, o empresariado observa os profissionais diante de confrontos, para avaliar seu equilíbrio emocional. "É importante que esse profissional resolva os problemas da melhor forma, usando a autoridade,que é bem diferente de poder. Ele precisa ser referência na equipe. Esse grupo vai segui-lo, tê-lo como modelo".

Segundo o consultor, o comportamento é fundamental. Cerca de 80% dos desligamentos em uma empresa têm referência direta com aspectos comportamentais e não com incompetência técnica, conforme aponta a maioria dos executivos brasileiros. "Às vezes esse profissional faz MBA, inúmeros cursos, tem um currículo recheado, mas escorrega na área do comportamento", declarou. Segundo Kelermane, na hora de contratar, os empresários observam como o profissional trabalha, seus princípios e valores, como age em relação aos demais. "Apenas 20% dessa contratação tem relação com o currículo técnico", afirmou.

No entanto, segundo Martins, não são todas as empresas que têm essa consciência. "Ainda existe a falsa crença de que se alguém foi muito bom numa empresa vai ser bom na minha. O profissional está menos consciente ainda. Ele não conhece a dimensão da contratação e desliza facilmente. Não é difícil nos processosseletivos, pessoas que estão desempregadas chegarem atrasadas no dia da entrevista. Não percebem que esse ato mostra que ela é uma pessoa desorganizada, não sabe se planejar. Se no momento em que ela apenas almeja entrar na empresa faz isso, imagine se entrar, de fato. Os profissionais estão com sede de educação, fazer muitos cursos, mas não têm cuidado com o lado comportamental, que é importantíssimo", argumentou.

domingo, 1 de maio de 2011

Deu no twitter



Foto:Flavia Freire/DN/D.A Press
@JairoNatal - Que aqui é a Cidade do Sol, ok... Mas, que cidade abafada Natal está se transformando?!

VIVAS I
Muitas felicidades à juíza Keity Ferreira de Souza, amor do amigo CS e mammy da fofucha Valentina, que hoje

comemora a troca de idade.

VIVAS II

Foto:Arquivo Pessoal/DN/D.A Press
Parabéns também à querida Clementina Lyra, musa do

querido João Lyra Neto. Vida longa!

PHYNOS!
O empresário Marcel Dantas Nogueira e a amada jornalista e empresária Mariana Pinto batem asas nesta segunda-feira rumo ao velho continente. Os pombinhos passarão um mês

passeando e namorando nas românticas Veneza e Paris.


Foto:Divulgação/DN
GARGALHADAS
Logo mais, às 18h30, no Teatro Alberto Maranhão, apresenta-se pela primeira vez na terra de Poti o grupo Comédia em PÉ. A primeira turma de standy-up do Brasil formada por Fábio Porchat, Cláudio Torres Gonzaga, Paulo Carvalho, Murilo Couto e Léo Lins promete muuuitas risadas.

PALESTRANDO
O jovem Johilton Pavlak agora, além de arrasar nas pistas, faz às vezes de palestrante. Isso mesmo, o piloto conversou com os alunos de uma escola de Londrina, no Paraná, falando da importância dos estudos aliados à prática esportiva para a formação de um grande atleta. Fica a dica!

DANDO SHOW

Flagra de uma deliciosa gargalhada Foto:Claudia Leitte/Divulgação
A gerente geral de comunicação da Federãção das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), Diana Braz Petta, esteve no final desta semana na capital cearense participando da reunião da Convenção Nacional da CDL. Na ocasião, a competentona constatou que o nível da convenção do RN está à altura dos grandes eventos, como este de Fortaleza.

DESAFIOS

NIGHT!Jorginho e a arquitetíssima Marília Bezerra badalando em super evento à beira-mar de Areia Preta. Foto:Canindé Soares/DN
Já estamos sabendo... Na próxima Quinta Jurídica acontecerá o debate Tributação, contencioso e desafios rumo ao desenvolvimento nacional. O evento acontece às 19h, no auditório da Justiça Federal do Rio Grande do Norte.

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Farão palestras Eurico Marcos Santi, professor da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas; Flávia Dantas, Juíza de Direito, e André Elali, professor de Direito da UFRN.

Velinhas para...

l Fernando Costa
l Marina Leiros
l Ailson Silveira
l Alan Cortez
l Rosana Carvalho


FASHION PARTY!Paulo Gurgel feliz com o sucesso de sua Foto:Flavia Freire/DN/D.A Press
Disputadíssima

Os anfitriões da festa mais disputada da semana: Gegê Soares e Priscila Gimenez. Para lá de feliz, o casal aproveitou a valer a festa - para seletíssimos convidados - produzida pessoalmente, para comemorar a super fase da moça... Os convidados, claro, se esbaldaram ao show de Netinho que apresentou seu novo trabalho, mas fez questão de cantar antigos sucessos como o a música que puxava o Bikoka, no Carnatal. Foi show!

Recebendo

Na inauguração de seu Peppers Hall, Dani Abreu recebendo a eterna companheira e amiga Camila Masiso.

Quero & super necessito

Me responde uma coisa: qual mulher não "quer e super necessita" de uma bela maquiagem, item obrigatório em 10 entre 10 bolsas femininas? E quando se trata da mamãe? Por isso, garimpamos makes bacanas com inspiração na cultura feminina brasileira e sugeriamos aos nossos leitores a coleção Fuxico Aveludado Natura, com produtos feitos para o Outono/Inverno 2011 e com uma cartela que combina com todos os tons de pele da brasileira... Diga se não é um loosho esses produtos Brá para lábios, olhos e rosto?

Só no carão

Hoje, a nossa sessão que mais bomba na city traz Priscilla de Sousa transformada na musa do axé Cláudia Leitte. E, como uma imagem fala mais que mil palavras, deixo vocês com alguns flashes...


A Via Crucis por uma consulta médica

Sistema online de marcação não funciona e usuários do SUS são obrigados a longas esperas por atendimento


Dormir na fila ou chegar antes das 4h da manhã e, depois, ainda aguardar horas para ser atendido, mesmo com hora marcada. É essa a realidade de quem necessita de atendimento nos centros clínicos do município. Mesmo utilizando o sistema nacional online de marcação de consultas, fornecido pelo Ministério da Saúde, não é possível agendar atendimentos nos centros clínicos de Natal com mais de um dia de antecedência. Apesar da grande demanda de pessoas nas quatro policlínicas espalhadas pela cidade, a única reclamação perene nos corredores é sobre a dificuldade em conseguir agendar um atendimento, e não a falta de médicos.


Em muitos casos, pacientes são levados a dormir em filas ou chegar às 3h da manhã para conseguirem uma ficha que garanta assistência Foto:Fábio Cortez/DN/D.A Press
"A minha esposa veio e madrugou na fila. Ela chegou aqui às quatro horas da manhã de ontem (27) para poder conseguir marcar a minha consulta para hoje (28)", informou o comerciário Francisco das Chagas Sousa, 37 anos, que buscava um dermatologista há mais de cinco meses para tratar de uma dermatite que se espalhava pelo corpo. Ele questiona sobre o porquê das consultas não poderem ser agendadassem a necessidade de enfrentar filas diárias. "Hoje em dia, quando tudo está modernizado, deveria ser possível marcar, através da internet, para daqui a uma semana, um mês", exemplificou o comerciário, que estava pela primeira vez na Policlínica Norte, no bairro de Santa Catarina.

A dona de casa Conceição Silva, 53 anos, já é paciente da Policlínica Norte há cerca de oito anos. Desde que teve o diagnóstico de depressão, as consultas com a psiquiatra são realizadas semanalmente. "Para marcar o retorno é mais tranquilo. Eles (os médicos) dão um papelzinho". Conceição, que mora no Soledade I, afirmou que não lembrava a última vez que foi a um posto de saúde. Segundo ela, não há médicos na unidade. "Quando preciso ir ao médico, peço encaminhamento à doutora (psiquiatra)". Conceição revela ainda que algumas pessoas aproveitam a dificuldade na marcação das consultas para ganhar dinheiro. "Tem gente que fica na fila de madrugada e vende o lugar por cinco, ou até dez reais, para marcar o exame. Quando tinha o ambulatório funcionando era pior". Mesmo afirmando que não é complicado marcar os retornos, Conceição madrugou na unidade. "Ontem (27) eu cheguei às 3h e marquei a consulta para hoje (28), às 8h".

A também usuária da policlínica em Santa Catarina, Antônia de Souza, 60 anos, endossou a dificuldade em marcar as consultas. "Não há mais médico no posto do Soledade II, então não tem como pegar encaminhamento. Consegui em outra consulta aqui no centro", informou ela, que chegou às 6h para ter uma consulta com um médico gastroenterologista que começaria a atender às 8h, por ondem de chegada. A reclamação sobre a dificuldade para marcação de consultas nos centros clínicos também permeia a unidade do Distrito Leste, na Ribeira.