sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Trio de ativistas leva oito beagles para São Paulo após invadirem laboratório

Ativista que invadiu o laboratório está com dois cães em seu apartamento.
Ao todo, 178 animais foram levados; instituto registrou boletim por furto.


Beagles levados por ativista de laboratório estão em apartamento na capital  (Foto: Gabriela Gasparin/G1)
Beagles levados por ativista de laboratório estão em um apartamento na capital (Foto: Gabriela Gasparin/G1)
"Um pesadelo. Era uma cena horrível, eles estavam todos presos dentro de uma sala clara [o que dá a entender que não dormiam direito], cheio de cocô no chão. Para você ter uma ideia, os nossos pés deslizavam no chão, de tanto cocô que tinha no chão. Era um cheiro horrível", disse a ativista, que não quis se identificar nem mostrar o rosto porque teme que o instituto a encontre e leve os cães de volta ao laboratório.
MAPA royal (Foto: Editoria de Arte / G1)
Eles estavam trancados na sala. Tinha uma sala com uns com os pelos raspados, outros em outra [...] Nós fomos pegando um a um e passando de mão em mão"
Ativista moradora de São Paulo
Beagle retirado de laboratório ainda está amedrontado, segundo ativista (Foto: Gabriela Gasparin/G1)
Beagle retirado de laboratório está amedrontado,

segundo a ativista (Foto: Gabriela Gasparin/G1)
Dezenas de ativistas derrubaram um portão e invadiram, por volta das 2h desta sexta-feira, o laboratório do Instituto Royal, que fica a 59 km de São Paulo. Eles levaram em carros próprios 178 cães que estavam no complexo, motivados pelas suspeitas de que os bichos sofriam maus-tratos no local, e registraram boletim de ocorrência. Um segundo boletim, por furto qualificado, foi feito contra os ativistas, com base no relato dos policiais que acompanharam a manifestação e a invasão no instituto.
Em 2012, após receber uma denúncia contra o instituto, o Ministério Público de São Roque abriu uma investigação, ainda não concluída. "Foram feitas duas visitas. Uma delas por uma veterinária de uma organização internacional. Na época, nenhuma irregularidade foi encontrada", disse o promotor Wilson Velasco Júnior. De acordo com ele, as pesquisas eram de empresas de cosméticos, mas a lei permite que os clientes do laboratório sejam mantidos em sigilo. Ele disse ainda que a prática de vivissecção – a dissecação de animais vivos para estudos – é autorizada.
Amedrontado
O G1 foi ao apartamento em que estão dois cães do instituto. Os animais aparentavam estar contentes e brincaram durante a reportagem, apesar de um deles ainda estar "amedrontado" – ele tremia um pouco e pedia por carinho. "Ele está assim por tudo o que passou, pelas condições que estava vivendo", afirmou a ativista que levou os cães..

Ela e a amiga saíram da capital ontem por volta das 23h, de carro, para encontrar o grupo de ativistas que entraram no laboratório para retirar os cães. Ela disse que, quando chegou, as portas já tinham sido abertas e que o grupo buscava as salas onde estavam os animais.
A ativista relatou que estava com um grupo de pessoas quando abriram a porta de uma das salas e encontraram cerca de 40 cachorros. De acordo com ela, os cães estavam separados por grupos em salas diferentes. "Eles estavam trancados na sala. Tinha uma sala com uns com os pelos raspados, outros em outra", disse. "Nós fomos pegando um a um e passando de mão em mão", relembrou.
Os beagles que ficaram com a ativista foram trazidos para a capital dentro do carro. "Eles estavam nervosos, vomitaram no caminho, foi muito tenso", disse. De acordo com ela, as pessoas que participaram da ação são de lugares diferentes. Ela mesma ficou sabendo do movimento pelas redes sociais.
Além das duas amigas, uma terceira ativista, que também não quis se identificar, ficou sabendo do movimento pela internet e saiu ontem da capital, às 21h, para ajudar. "Eu não sabia o que ia acontecer. Eu nunca imaginei que faria isso [levar os cães]. Eu fui lá mais para ajudar", disse ela, que está com outros dois animais.
Agora, segundo as ativistas, a intenção e levar os cachorros para tratamento em um veterinário e encontrar alguém que queira adotar os animais. "Agora vamos levar para um veterinário para saber a situação de saúde deles." A ativista disse que sempre gostou de animais. Ela tem três cachorros em seu apartamento, todos vira-latas.
Cães da raça beagle passam por exames em clínica veterinária nesta tarde de sexta-feira (18) em São Roque. (Foto: Jardiel Carvalho/Frame/Folhapress)
Beagle passa por exames em clínica veterinária

nesta sexta (18) em São Roque
(Foto: Jardiel Carvalho/Frame/Folhapress)
Instituto admite testes, mas nega maus-tratos
A gerente-geral do Instituto Royal, Sílvia Ortiz, que registrou boletim de ocorrência contra a invasão da empresa por ativistas ligados à associações protetoras dos animais, classificou o ato dos ativistas como terrorismo. Ela admite que a empresa realiza testes com animais, mas nega qualquer tipo de maus-tratos. Afirma ainda que o laboratório segue as regras e tem certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

No boletim de ocorrência de furto qualificado, policiais que acompanharam a manifestação e a invasão no instituto disseram que dependências do estabelecimento foram depredadas e que os cães ali mantidos foram subtraídos. Eles afirmaram ainda que não houve agressões por parte dos manifestantes contra seguranças do local.
Pastas com documentos, computadores, medicamentos e placas de acrílico contendo o que parecem ser testes foram recolhidos e apresentados na delegacia. Segundo o delegado Marcelo Sampaio Pontes, a polícia faria uma perícia no local ainda pela manhã. Ele disse que a única coisa comprovada até o momento é que os cachorros foram furtados.
O promotor Wilson Velasco Júnior afirmou que, em reunião com representantes de ONGs na quarta-feira (16), orientou para que os ativistas não invadissem o laboratório. "Quando eles invadiram e depredaram o laboratório eles destruíram provas", afirmou. "É primordial neste momento encontrar esses cães e apurar se eles podem causar algum dano à saúde de outros animais e das pessoas. Também precisamos examiná-los para saber se foram vitimas de maus tratos", completou o promotor.
Nota de esclarecimento
A empresa Royal Canin, multinacional de origem francesa que fabrica alimentos para animais domésticos, divulgou uma nota na manhã desta sexta-feira (18) informando que, apesar da similaridade entre os nomes das duas empresas, não possui qualquer relação com o Instituto Royal.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Cão 'prevê' ataques epiléticos de menina na Irlanda

Estudos científicos têm demonstrado que alguns cães podem ser treinados para 'farejar' cânceres e detectar baixos níveis de açúcar no sangue em pacientes diabéticos.


Cogue alemão, Charlie, com garota Brianna. (Foto: BBC)Cachorro Charlie com garota Brianna. (Foto: BBC)
Uma família irlandesa alega que seu cão de estimação está ajudando a cuidar de sua filha de três anos, chamando a atenção dos pais quando a menina está prestes a ter um ataque epilético.
A família Lynch acredita que seu dogue alemão, Charlie, pode perceber mudanças em sua filha - Brianna sofre de epilepsia desde que nasceu - até 20 minutos antes que ela tenha uma crise.
Segundo a família, Charlie os alerta andando em círculos em torno de Brianna. Ele também gentilmente a encosta contra uma parede para impedi-la de cair durante um ataque.
A epilepsia pode levar a convulsões traumáticas, como um estado de transe profundo, ou convulsões violentas, durante as quais ela corre o risco de cair e bater a cabeça.
Não há provas científicas de que cães possam detectar esse mal, mas instituições britânicas já treinam os animais para identificar problemas de saúde em humanos.
A mãe de Brianna, Arabella Scanlan, disse que Charlie não é treinado como um 'cão de alerta para um ataque epilético' - é um animal de estimação comum, que ela crê ter desenvolvido instintivamente uma habilidade especial.
Padrão de comportamento
A família notou a habilidade de Charlie anos atrás, quando o enorme dogue alemão começou a ficar agitado e andar em círculos em torno Brianna, e minutos depois ela teve um ataque epilético.

A mãe disse que começou a perceber um padrão de comportamento, percebendo que a agitação do cachorro comumente aumentava antes de um ataque.
'Eu fui para o quintal um dia e ela (Brianna) estava tendo uma convulsão. Estava encostada na parede, inclinada sobre (o cachorro), que olhava para mim como se dissesse: 'Eu não sei o que fazer'. Mas ele ficou ao lado dela, não se moveu', lembra Scanlan.
Ela conta que, desde então, o cão raramente sai do lado de Brianna e a encosta contra alguma superfície se sente que ela está prestes a convulsionar.
'Realmente não entendo a psicologia por trás disso, mas as pessoas ficam hipnotizadas quando o veem em ação. Realmente emociona vê-los juntos', acrescentou.
Família percebeu comportamento de cachorro antes das crises da criança. (Foto: BBC)
Família percebeu comportamento de cachorro antes

das crises da criança. (Foto: BBC)
Estudos científicos
Estudos científicos têm demonstrado que alguns cães podem ser treinados para 'farejar' cânceres e detectar baixos níveis de açúcar no sangue em pacientes diabéticos, mas até o momento não há nenhuma prova científica conclusiva de que os caninos tenham capacidade de prever ataques epiléticos em humanos.

Ao mesmo tempo, instituições de caridade na Grã-Bretanha treinam cães para ajudar pessoas com diversos problemas de saúde.
A instituição Support Dogs treina 'cães que alertam sobre convulsões' e alega que um animal treinado pode 'dar entre 10 e 55 minutos de aviso prévio sobre um iminente ataque'.
A executiva-chefe da Medical Dection Dogs, Claire Guest, tem experiência pessoal sobre a capacidade dos animais em detectar doenças graves.
Ela disse que estava ensinando cães a reconhecer tipos de câncer quando um deles 'começou a chamar sua atenção'. Posteriormente, ela descobriu que tinha um câncer de mama em estágio inicial.
Guest lembra, porém, que ainda não está claro como alguns cães poderiam prever ataques epiléticos. Ela acha que a habilidade poderia ser desencadeada pelo cheiro, mas os cães podem também estar respondendo a sinais visuais.
'Capacidade inata'
Vale destacar que nem todos os cães compartilham da habilidade de detectar doenças e enfermidades.

Guest disse essa capacidade é geralmente encontrada em cães altamente expressivos, atenciosos em relação aos humanos e que mostram uma preocupação geral em proteger seus donos.
Ela acrescentou que a maioria dos estudos científicos a respeito do tema foi inicialmente provocada por relatos de donos de animais que observaram um padrão de comportamento em seus cães. Mas crê que mais pesquisas são necessárias.
Em 2003, os resultados de um estudo preliminar divulgado na publicação científica Seizure, European Journal of Epilepsy sugeriram que 'alguns cães têm capacidade natural para alertar e/ou responder a ataques epiléticos'.
O estudo acrescentou que o sucesso desses cães 'depende, em grande parte, da consciência e da resposta do dono ao comportamento de alerta do cachorro'.

Horário de verão vai gerar economia de R$ 400 milhões, diz ONS

Horário começa no dia 20 e vai ate 16 de fevereiro.
Diretor do ONS descarta risco de apagão no período.


O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Hermes Chipp, disse nesta quinta-feira (17) que o horário de verão, que será adotado a partir da 0h do próximo domingo (20), vai proporcionar uma economia de R$ 400 milhões durante os quatro meses de vigência do horário. O valor é quase quatro vezes o obtido com a adoção do horário em 2012, que ficou entre R$ 130 e 150 milhões.
Este ano, o horário de verão será implantado em três regiões: Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Ficam de fora o Norte e o Nordeste. O horário de verão termina no dia 16 de fevereiro.
Segundo o diretor do ONS, a previsão de chuvas para o período descarta a possibilidade de apagão.
"Os indicadores metereologicos são positivos. Segundo os meteorologistas, vamos ter chuva em outubro, novembro e dezembro. Estamos investindo na previsão do clima com um grupo de trabalho com o Centro de Previsao de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) para melhorar o monitoramento", disse.
A demanda de energia nos horários de pico cai 4,6% com a adoção do horário de verão.
Reservatórios
Chipp afirmou que os reservatórios do Sul estão com 96% de sua capacidade e enviando entre 2.500 e 3.000 megawats de energia para a região Sudeste.
O Nordeste é a região que mais preocupa: o reservatório de Sobradinho, na Bahia, está hoje com 27% de sua capacidade. "Nossa prioridade é o Nordeste. Nós esperamos que a situação seja revertida, porque já começou a chover na cabeceira do Rio são Francisco", completou Chipp.
O diretor do ONS afirmou ainda que, em função da previsão de chuvas este ano, a utilização da energia térmica, para garantir os níveis dos reservatórios de água, será reduzida.
O diretor disse que o horário de verão traz benefícios, embora muitos consumidores ainda reclamem do desconforto de acordar no escuro, por exemplo.
"Esse é o lado ruim. Mas o desconforto que ocorre é o mesmo que ocorre nos meses de maio e agosto, no inverno". Segundo ele, o beneficio acontece para o turismo, lazer, segurança e comércio.
O Clube de Diretores Lojistas do Rio informou que o horario de verão estimula as vendas no comércio, principalmente as lojas de rua. Este ano, as vendas deverão crescer 4%.
"As pessoas saem do teabalho com o dia ainda claro e isso as estimula a percorrer as lojas, próximas do trabalho e bairros residenciais" disse Aldo Gonçalves, presidente do CDL.

HOMEM RECUPERA A VISÃO APÓS IMPLANTAR O PRÓPRIO DENTE NO OLHO

APÓS PASSAR POR CIRURGIA, IAN TIBBETTS CONSEGUIU VER SEUS FILHOS PELA PRIMEIRA VEZ

Um britânico voltou a enxegar depois de passar por uma cirurgia para implantar um dente e um pedaço da mandíbula em seu olho. Ian Tibbetts, de 43 anos, começou a perder a visão há 12 anos, depois de sofrer um acidente de trabalho que rasgou sua córnea em seis lugares. Com o tempo, ele passou a ver apenas sombras e formas sem nenhum foco.

Graças a essa cirurgia radical, ele voltou a enxergar e pôde, pela primeira vez, ver seus dois filhos gêmeos.

Tibbets é o personagem central do documentário "The Day I Got My Sight Back" (O Dia que eu Consegui Minha Visão de Volta), da rede BBC, exibido no início do mês. Nele, todo o processo pré e pós-operatório do britânico é relatado e intercalado com depoimentos de pessoas que fizeram a mesma cirurgia.

Mas, afinal, por que o dente? É que, como o dente e os tecidos usados pelo procedimento são do próprio paciente, o corpo não rejeita o material - um problema comum em situações de transplante.

O procedimento chama-se osteo-odonto-queratoprótese (OOKP) e funciona em duas etapas. Na primeira, são removidos um dente e uma parte da mandíbula do paciente. Depois, uma lente especial é inserida dentro do dente - como se este fosse uma moldura. Então, ele é colocado dentro da órbita ocular.

Após alguns meses, quando o dente começa a criar tecidos e desenvolver fluxo sanguíneo, vem a segunda parte. A córnea é aberta e removida e o dente é, finalmente, ligado à órbita ocular, fazendo com que o paciente consiga ver.
TRÊS MESES APÓS A CIRURGIA, TIBBETTS JÁ CONSEGUE LER LIVROS PARA SEUS DOIS FILHOS (FOTO: REPRODUÇÃO YOUTUBE/WARAPPEGOV8EK)

HOMEM DISTRIBUI NOTAS DE US$ 100 PARA MORADORES DE RUA

Kyle, da GiveBackFilms, distribuiu notas de US$ 100 a diversos moradores de rua de sua cidade (Foto: Reprodução Youtube/GiveBackFilms)
Um homem saiu pelas ruas da cidade de Salt Lake, no estado de Utah, distribuindo notas de US$ 100 (cerca de R$ 216) a moradores de rua. Kyle, o rapaz em  questão, é membro de uma organização chamadaGiveBackFilms. Seus voluntários acreditam que devem devolver ao mundo tudo o que receberam. "Temos a sorte de estar em uma situação melhor do que muitas pessoas no mundo. Por isso, queremos retribuir e é sobre isso que é o nosso canal [no Youtube]".
O vídeo de Kyle distribuindo dinheiro é o primeiro criado pela organização. Nele, os moradores de rua agradecem bastante ao rapaz e muitos pedem para abraçá-lo. "Nós esperamos que colocando esse vídeo no Youtube inspire você a fazer também coisas assim", diz a página da GiveBackFilms no Youtube.

APLICATIVO DE CELULAR ESCANEIA CHAVES E PERMITE FAZER CÓPIAS

"NUNCA MAIS FIQUE TRANCADO PARA FORA DE CASA" É O MOTE DO SERVIÇO


Aplicativo KeyMe escaneia chave (Foto: Divulgação)
Se você é daqueles que perde as chaves com frequência ou acha que a pior sensação do mundo é ficar trancado para fora de casa, um aplicativo para celulares lançado recentemente nos Estados Unidos pode evitar muita dor de cabeça.
O "KeyMe" escaneia a chave do usuário e guarda as informações. Basta colocar a chave sobre uma superfície branca e fotografá-la seguindo as instruções do celular. Se a pessoa tiver mais de uma chave, pode criar um "chaveiro digital" e acessar as informações de qualquer lugar. Caso a chave real se perca, basta levar o smartphone para o chaveiro e ele pode fazer uma cópia seguindo as instruções do aplicativo. Nada de trocar a fechadura ou pagar caro pela mão de obra. Em Nova York, há também quiosques automáticos do KeyMe espalhados por Manhatan que fazem uma cópia instantânea.
As informações da chave também podem ser compartilhadas entre as pessoas que moram juntas. O KeyMe, porém, garante que não armazena informações sobre o endereço aos quais as chaves pertencem para impedir qualquer problema de segurança. Para os prevenidos, que querem guardar uma chave extra em casa, o aplicativo também permite encomendar cópias, enviadas por coreio.  Por enquanto, o serviço está disponível apenas nos Estados Unidos e o aplicativo só funciona com sistema iOS, do iPhone.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

NESTLÉ PRETENDE VENDER NEGÓCIOS COM FRACO DESEMPENHO

O EXECUTIVO-CHEFE DA COMPANHIA DISSE QUE "UMA PORCENTAGEM BEM GRANDE" DOS NEGÓCIOS PODERIA SER MELHORADA OU VENDIDA

Nestle (Foto: Divulgação)
A Nestlé pretende recuperar ou vender boa parte de suas marcas e negócios com fraco desempenho, disse nesta quinta-feira (17/10), o executivo-chefe da companhia, Paul Bulcke, reconhecendo que a maior empresa de alimentos do mundo tem sido prejudicada por questões que deveriam ter sido abordadas antes.
Em entrevista ao Wall Street Journal, o executivo disse que a Nestlé reavaliou dois terços de seu portfólio, que abrange 1.800 células de negócios. Bulcke não identificou as linhas de produtos que serão afetadas, mas indicou que a companhia não irá tolerar marcas e negócios com fraco desempenho.
Segundo ele, "uma porcentagem bem grande" dos negócios poderia ser melhorada ou vendida. A empresa costuma fazer ajustes em suas marcas mais fracas para melhorar o desempenho. A Nestlé já começou a vender alguns ativos, como duas marcas francesas de água mineral e uma operação australiana de sorvetes. Ao reduzir seu portfólio de produtos, a companhia poderá se concentrar em negócios mais promissores, como o de nutrição infantil e de ração para animais de estimação, dizem analistas.
A Nestlé anunciou nesta quinta-feira que as vendas nos nove primeiros meses de 2013 ficaram abaixo das expectativas dos analistas. No acumulado do ano até setembro, as vendas cresceram 4%, para 68,35 bilhões de francos suíços (US$ 74,93 bilhões), ligeiramente abaixo das expectativas dos analistas de 69,04 bilhões de francos suíços.