“Em nenhuma outra época da
história a mulher precisou se questionar tanto quanto às suas escolhas como
hoje”. Com essa reflexão, a psicóloga e sexóloga Cristina Hahn abriu sua
palestra, hoje (8), no plenarinho da Casa, em mais uma atividade da Assembleia
Legislativa dentro das comemorações alusivas ao Dia Internacional da Mulher.
De
forma interativa com o público participante, ela traçou um panorama das
situações e dos múltiplos papeis desempenhados pelas mulheres desde a
antiguidade, até os dias de hoje e de como elas vem lidando com os desafios de
cada época. “As mulheres antigas tinham a função de reprodução, de administrar
a vida familiar e eram submetidas à ordem patriarcal, sendo consideradas
incapazes física e intelectualmente”, disse.
Doutora
Cristina alertou para o que classificou de “institucionalização dos padrões”:
de beleza, de comportamento e em outras esferas, o que contribui para a
opressão e uma eterna insatisfação consigo mesmas.
Com
relação à debatida questão de igualdade entre os sexos, a palestrante frisou:
“A frase correta não seria igualdade dos direitos preservando as diferenças do
sexo e de gênero? Estamos lutando contra quem, igualdade significa liberdade?
Somos diferentes sim, nem melhores, nem piores, apenas diferentes”.
Com
tanta auto-cobrança, a mulher da atualidade se vê diante de problemas como a
negação da velhice, o medo da solidão e o mito da beleza inatingível, que a faz
se sentir sempre insatisfeita e insegura. Mas a institucionalização da beleza
feminina também trouxe outras más conseqüências como a extirpação da
auto-estima e da possibilidade de valorização das singularidades.
“A
busca pela integridade da mulher, sendo verdadeiramente feliz e sendo mulher:
este é o desafio que se espera do verdadeiro feminismo”, concluiu Cristina.
Outras informações:
Assessoria de Comunicação Social
da ALRN
Telefone: 3232 – 5768
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