O estudo diz que o estatuto moral de um
bebe recém nascido é equivalente ao de um feto, ou seja, nenhum dos dois
tem as propriedades que justificam a atribuição do direito a vida a um
indivíduo.
Para os autores, a definição de pessoa,
significa um indivíduo que é capaz de valorizar a própria
existência. “Tanto o feto como o recém nascido, ambos ainda são pessoas
em potenciais apesar de já serem seres humanos. Nenhum é realmente uma
pessoa no sentido a um direito moral a vida”, diz o artigo.
A partir desta ideia, os estudiosos
consideram que aquilo a que chamam de “aborto pós-parto” (a morte de um
recém-nascido) deveria ser permitido em todos os casos em que o aborto
também o é, incluindo os casos em que os recém-nascidos apresentam
deficiências.
A doutora Francesca Minerva, um dos
coautores do artigo, tem recebido ameaças de morte desde a publicação do
estudo. “Gostaria de explicar que eu não estou aqui tentando criar uma
nova lei ou sugerindo que os pais matem seus bebes. Isso é apenas uma
discussão acadêmica”, disse a doutora a imprensa australiana.
Entretanto para algumas organizações
anti-aborto, essa publicação traz a luz ao que o aborto realmente
é. Para Anthony Ozimic, da Sociedade para a Proteção da Criança que
Ainda Não Nasceu – Protection of Unborn Chidren (SPUC), em
Dublin, Irlanda, o que o artigo descreve como infanticídio, mostra
realmente como o aborto foi criado como uma “cultura de morte”.
Anthony se diz horrorizado com a
sugestão de que deveria ser permitido aos pais matarem os recém nascidos
para sua própria conveniência. Mas esse estudo mostra a lógica atrás do
infanticídio e do aborto como sendo a mesma. “Não há nenhuma diferença
no status moral entre uma criança de um dia e uma criança um dia antes
do nascimento,” acrescentou ele.
Fonte: The Christian Post
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