A assessoria de Obama informou que, no
telefonema para Karzai, ele disse que o incidente é trágico e chocante e
não representa o caráter excepcional de militares norte-americanos e o
respeito que os Estados Unidos têm pelo povo do Afeganistão.
O nome do soldado não foi revelado. De
acordo com informações preliminares, ele sofreu um colapso nervoso.
Depois de atirar contra as pessoas, o militar retornou à base e se
entregou. Na conversa com Karzai, Obama prometeu levar à Justiça
qualquer responsável pelo incidente.
O secretário de Defesa dos Estados
Unidos, Leon Panetta, disse que ficou “profundamente entristecido” ao
saber do incidente. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan)
informou que investigará o caso em cooperação com as autoridades afegãs.
Testemunhas disseram que moradores dos
arredores de Panjwai protestaram em frente à base norte-americana. A
Embaixada dos Estados Unidos no Afeganistão emitiu nota, na qual
recomenda que os norte-americanos evitem viajar para a região.
O episódio pode afetar ainda mais a
imagem dos soldados norte-americanos no Afeganistão. No mês passado,
tropas do país queimaram várias cópias do Corão, o livro sagrado do
Islã. Militares informaram que os livros foram queimados por engano. Uma
série de protestos, devido ao episódio, deixou 30 mortos, entre eles
seis soldados norte-americanos.
* Com informações da Agência Brasil
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