As câmaras de alta tecnologia utilizadas
na investigação localizaram uma inscrição grega que faz referência à
ressurreição de Jesus, que segundo o professor Tabor, pode ter sido
realizada “por alguns dos primeiros seguidores de Jesus”.
Nas imagens, foi possível visualizar a
figura de um grande peixe com um humano na boca em uma das ossadas
encontradas. A imagem, segundo os pesquisadores, representaria a
passagem bíblica do profeta Jonas, e seria datada de 70 d.C.
O túmulo que está sendo estudado foi
descoberto em 1981 com as obras de construção de um prédio no bairro de
Talpiot, localizado a cerca de quatro quilômetros da Cidade Antiga em
Jerusalém, de acordo com a agência Efe.
Tabor conseguiu uma permissão da
Autoridade de Antiguidades de Israel para escavar o local entre 2009 e
2010, após conseguir superar a dificuldade imposta pelos ortodoxos, que
condenam a escavação de túmulos judaicos.
Críticas
James Tabor é conhecido por ter
encontrado, na década de 1980, o que anunciou ser o túmulo da família de
Cristo. Seu trabalho é alvo de muitas críticas, por ele não ser
arqueólogo formado e por estrelar muitos documentários de televisão,
fato que leva os críticos a o acusarem de realizar autopromoção.
Para Jim West, professor adjunto de
estudos bíblicos da Faculdade de Teologia Quartz Hill e autor de
diversos livros sobre arqueologia bíblica, deve-se ter cautela sobre
anúncios em descobertas arqueológicas. ”Ele não é arqueólogo, em
primeiro lugar. Acho prematuro fazer um anúncio desse porte sem a
revisão do estudo pelos pares. Na minha opinião, Tabor, que já estrelou
muitos documentários na televisão, é um especialista em autopromoção.
Temos de ter muita cautela”, adverte.
O canal de televisão Discovery Channel
patrocinou os equipamentos tecnológicos utilizados na escavação e vai
exibir ainda este ano um documentário sobre as descobertas.
Fonte: The Christian Post
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