quarta-feira, 7 de março de 2012

Obras do calçadão de Ponta Negra são interrompidas


Justificativa é a maré de amanhã, prevista para ser a maior do ano. Diversos trechos têm sofrido com o avanço do mar
Hana Dourado

Especial para o Diário de Natal


Prefeitura de Natal, através da Semsur, diz que interrupção é uma medida emergencial a fim de evitar trabalho desnecessário. Foto: Hana Dourado/DN/D.A Press
As obras de recuperação do calçadão da orla de Ponta Negra, iniciadas no começo da semana passada, foram interrompidas logo após a confirmação de que a maré prevista para ocorrer nesta quinta-feira será a maior do ano. Sinônimo de apreciação para muitos, o mar avança e vem destruindo cada vez mais um dos principais cartões postais do estado. Todo o percurso do calçadão apresenta sinais de destruição. Em alguns lugares os buracos no calçadão são tão grandes que chegaram a tomar conta de pelo menos metade da via de passagem.

Já em outros locais, as escadarias de acesso à praia já não existem mais. Em seus lugares, entulhos e sacos de areia representam uma adaptação de acesso a praia e tudo, ao que parece, deixará de existir ainda nessa semana quando a maré chegará em seu maior nível, podendo levar todo o resto da estrutura do calçadão.

A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) declarou que a interrupção foi uma medida emergencial, tomada para evitar um trabalho desnecessário, já que existe uma grande possibilidade de mais deterioração nos pontos destruídos durante a maré alta desse mês. Os trabalhos serão reiniciados na manhã de sexta-feira. Dez homens serão responsáveis pela manutenção dos pontos destruídos nos próximos três meses.

Lixo
Um problema que vem desagradando moradores, comerciantes e turistas é o odor do lixo na orla de Ponta Negra, na altura do Morro do Careca. Apesar da coleta regular, os comerciantes reclamam da falta de limpeza da orla e das caçambas de lixo, o que acaba prejudicando diretamente o comércio, já que a maioria dos comércios nessa região é composta por restaurantes.

Para o comerciante Antônio Sebastião, a situação em que a orla de Ponta Negra se encontra equivale a uma "fossa a céu aberto". "Não tem um dia que um cliente não reclame do cheiro ruim da praia. Eles só continuam a vir aqui porquê a praia é muito bonita", completa.

A turista Luzia Rosa está hospedada em um hotel de Ponta Negra há uma semanae declarou que, apesar da beleza da praia, a falta de limpeza a deixa desmotivada a continuar no local. "A gente vem à praia para curtir. Mas não tem como almoçar e sentir esse cheiro ao mesmo tempo".

Coleta
O diretor-presidente da Urbana, João Bastos, declarou que tanto a coleta de lixo das ruas de Ponta Negra, como a coleta da orla da praia estão regulares, sendo a coleta de lixo da orla feita três vezes por dia. Segundo o secretário, até a data de ontem, nenhuma reclamação chegou até a companhia de limpeza e que agora será feita uma verificação sobre a situação da orla. Caso sejam constatado os problemas, os mesmos serão corrigidos "o mais rápido possível".

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